Geografia
Felipe AntunesPor: Felipe Antunes
07/04/2022- 17:19:49
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Prof: Vini Alves

Considerações iniciais

As guerras de hoje são bem mais complexas do que as de antigamente e estão
adquirindo características diferentes nos últimos anos. Elas podem ser internas ou
externas, muitas vezes, envolvem organizações armadas sem poder político legítimo.
Antigamente, bastava um país invadir o outro e a guerra se instalava. Era tudo
facilmente compreensível e justificável. Na atualidade, os conflitos estão mais centrados em aspectos econômicos do que em políticos, ocorrendo disputas pelo controle de um estado nacional ou por territórios fronteiriços. O conflito se torna tão lucrativo a ponto de tornar a agenda econômica das organizações armadas envolvidas mais importante que a agenda política. As causas dos conflitos são muitas, pois a geopolítica internacional é cada vez mais complexa, envolvendo múltiplos interesses. Assim, torna-se difícil distinguir os inimigos dos aliados.

As diversas tensões que ocorrem atualmente no mundo fazem cada vez mais
vítimas, e o número de refugiados vem aumentando bastante nas últimas décadas. Há áreas do globo nas quais os problemas são maiores e se avolumam, como o Oriente Médio, a Ásia Meridional, os Bálcãs e a África. É preciso ter em mente, também, que nem todos perdem com esses conflitos, uma vez que a indústria armamentista lucra bilhões de dólares com o comércio de armas. Entre os maiores beneficiados, estão EUA, Rússia, França, Alemanha, Inglaterra, China e Itália.

AS ZONAS DE TENSÃO

A geopolítica dos conflitos indica variadas áreas de tensão dispersas pelo mundo
e possui como principais motivadores as rivalidades étnicas, religiosas, nacionalistas e, ainda, as questões fronteiriças e a disputa por recursos naturais.

Zonas ou focos de tensão podem ser definidas como aquelas em que ocorrem
conflitos gerados na luta pelo poder ou disputas territoriais, que podem se manifestar por ação de interesses diversos e antagônicos entre grupos humanos ou entre dois ou mais países. Esses conflitos podem ter dimensão local, regional ou mesmo mundial.

O mundo mudou

Até o início da década de 1990, vivíamos em um mundo bipolar, caracterizado
pela chamada Guerra Fria, em que os antagonismos dos polos capitalista e socialista
tentavam se impor sobre outras nações. Muitos foram os conflitos gerados até essa época em todos os continentes. Houve muita fome, miséria e morte.

Quando o bloco socialista “implodiu”, pensou-se que as lutas e guerras acabariam
ou que, pelo menos, diminuiriam até níveis pouco significativos no panorama global.
Aqueles que se alinharam aos supostos vencedores capitalistas imaginaram um novo
mundo, sem confronto, que iria promover o progresso econômico e social. Mas o que se viu foi a continuação dos conflitos, agora sob uma nova perspectiva e “roupagem”.
Diante do novo cenário, as guerras civis e as ações terroristas se espalharam por
muitos países, principalmente os excluídos dos benefícios econômicos do Pós-Guerra,
inaugurando um novo ciclo de instabilidade, utilizando, para isso, meios não tradicionais para obter o que se deseja.

Atualmente a maioria dos conflitos ocorre devido à disputa por riquezas naturais
(como o diamante ou o ouro na África), ou motivados por fundamentalismo religioso
(como diversas guerras do Oriente Médio), rivalidades étnicas (como o conflito de
Ruanda), soberania do Estado Nacional (como o nacionalismo separatista da Chechênia), recursos hídricos (hidroconflitos como a disputa pelas águas do Rio Nilo), além da pobreza e miséria de alguns países, entre outros motivos.

Guerra Fria

Desde o início do século XX, o mundo assistiu, temeroso, a diversas guerras de
proporções nunca antes vistas. Durante 77 anos, o planeta passou por sucessivas guerras entre potências e por incontáveis conflitos sociais.

O período compreendido entre 1914, início da Primeira Guerra Mundial, e 1945,
fim da Segunda Guerra Mundial, foi chamado pelo historiador inglês Eric Hobsbawm de “Guerra Total”. Em seguida, inicia-se a Guerra Fria, que foi encerrada com a
fragmentação da URSS em 1991. Durante essa fase, devido ao poder bélico das duas
potências envolvidas (EUA e URSS), o mundo se preparou para o combate final. A paz
parecia impossível, e um conflito levava a outro: guerras árabes-israelenses, Revolução Chinesa, Guerra da Coreia, Guerra do Vietnã, Revolução Cubana, as ditaduras na América Latina, o que transformou o século XX na “Era da Guerra Total”.

Etapas da guerra Fria

Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, os dois únicos ataques atômicos da humanidade,
às cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, puseram fim à Segunda Guerra Mundial e deram início a uma nova era: a Guerra Fria.

A Guerra Fria representou o estado de tensão permanente que o mundo viveu entre
1947 (Doutrina Truman) e 1991 (extinção da União Soviética). Esse conflito resultou
em uma nova organização do espaço europeu, que passou a ter uma configuração
diferente daquela observada no período Entreguerras, marcado pela hegemonia europeia e, principalmente, pela supremacia do Reino Unido.

Durante quase meio século, americanos e soviéticos travaram intensa disputa em
todos os setores (ideológico, militar, tecnológico, econômico, esportivo, cultural), mas, em função do equilíbrio de forças no campo bélico, evitaram um conflito direto. Daí o nome “Guerra Fria”.

Essa denominação é atribuída à inexistência de qualquer combate direto entre as
duas superpotências militares. Um conflito armado poderia significar o fim dos dois
países e, possivelmente, da vida no planeta. Por isso, também foi chamada de “paz
armada” ou “equilíbrio do terror”. Mas, por trás dos diversos grupos em conflito no
mundo, estavam as potências fornecendo armas, treinamento, suprimentos, munição e, muitas vezes, tropas, como nas guerras da Coreia e do Vietnã. Estados Unidos e União Soviética moviam suas peças no tabuleiro da Guerra Fria para mostrar o seu poder de fogo.

Embora não tenham partido para uma guerra declarada, as duas potências
chegaram muito perto disso, como na crise dos mísseis em Cuba, em 1962, que foi o
momento de maior tensão da Guerra Fria. A guerra era fria, mas, em alguns momentos, conflitos reais ocorreram.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Europa estava destruída e ocupada pelos
exércitos das duas grandes potências vitoriosas, os EUA e a URSS. O poderio bélico das duas superpotências e a influência destas sobre outros países do mundo eram tão grandes que, rapidamente, constituiu-se um sistema mundial bipolar.
Enquanto os EUA defendiam a adoção de uma economia capitalista e liberal, sob
o argumento de que esse sistema seria a única representação da democracia e da liberdade do povo, a URSS argumentava que o socialismo representava a força popular contra o controle burguês e a solução dos problemas sociais do mundo Pós-Guerra.

Apesar de existirem duas potências, era evidente a superioridade americana. Ao
final da Segunda Guerra Mundial, os EUA tinham quase metade do PIB mundial, cerca
de 2/3 das reservas mundiais de ouro, mais de 60% da capacidade industrial em atividade do mundo, 67% da capacidade produtora de petróleo, além da maior marinha e força aérea existentes.

Já a URSS tinha grande parte de sua capacidade de produção industrial e agrícola,
além de sua infraestrutura de produção energética, dos sistemas de transportes e de
comunicações arrasados ou muito comprometidos, devido às batalhas dos soviéticos
contra algumas das mais importantes divisões alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, como a famosa Batalha de Stalingrado.

A polarização ideológica

A competição entre as duas superpotências se inaugura antes mesmo do final da
Segunda Guerra, quando a Alemanha se encontrava ocupada pelas tropas americanas, inglesas, francesas e soviéticas, em decorrência da conferência de Potsdam. No plano político-econômico, o governo dos EUA lança, em 1947, a Doutrina Truman, que “inaugura” a Guerra Fria e visa conter o avanço do socialismo e da influência soviética.

Uma das medidas dessa doutrina foi o Plano Marshall, um programa de
investimentos e de recuperação econômica da Europa capitalista, de forma que esta não fosse atraída pelo bloco oposto. Essa ajuda também foi oferecida à União Soviética, que não aceitou e se retirou do Conselho Interaliado, tornando tensas as relações entre os países.

A disputa sobre áreas de influência ou pela hegemonia foi acentuada. Como
reação, a URSS cria o Kominform, órgão encarregado de unir os principais partidos
comunistas europeus, afastando a influência estadunidense, e, em 1949, funda o
Conselho de Ajuda Econômica Mútua (Comecon) em resposta ao Plano Marshall,
oferecendo ajuda econômica aos seus aliados do Leste Europeu. Esse conselho visava à integração econômico-financeira dos países socialistas.

A corrida armamentista

A Guerra Fria se estabelece a partir do armamentismo e da tensão crescente, como
ocorreu, por exemplo, no Bloqueio de Berlim (de 24 de junho de 1948 a 11 de maio de 1949), realizado pelos soviéticos, e no avanço dos comunistas coreanos sobre a Coreia do Sul, que culminou na Guerra da Coreia (1950-1953).

Com o agravamento das relações leste-oeste, formaram-se alianças militares: no
bloco capitalista, institui-se a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em
1949, com o objetivo de defender os países capitalistas contra um possível, mas
improvável, ataque socialista. Do lado soviético, em oposição, organizam-se as forças do Pacto de Varsóvia, em 1955, com o objetivo de conter um possível, mas não menos improvável, ataque capitalista.

A Guerra Fria detona a acirrada disputa pelo desenvolvimento de novas
tecnologias aplicadas à corrida aeroespacial e ao setor bélico ou de armamentos, tendo sido este o grande ponto de equilíbrio do Período Bipolar.

Essa disputa também contou com um intenso trabalho de espionagem de ambos
os lados, com a criação da Agência Central de Inteligência (CIA), pelos EUA, e do
Comitê de Segurança do Estado (KGB), pela URSS. Ao longo do tempo, o
desenvolvimento no setor bélico foi tão intenso que os dois países chegaram a uma
acentuada capacidade de destruição mútua. Nesse contexto, o equilíbrio pelo terror
funcionava como garantia da estabilidade e da paz mundial.

O status de superpotência da URSS é atribuído a Joseph Stálin, liderança que teve
papel decisivo na expansão do território soviético. Com sua morte, em 1953, assume o poder Nikita Khrushchev, desencadeando um processo de abertura na URSS e
promovendo um período de aparente aproximação entre os lados rivais, conhecido como Coexistência Pacífica, que se estende até 1959. A Revolução Cubana, promovida em 1959, e a construção do Muro de Berlim, em 1961, com o objetivo de conter a migração da Alemanha Oriental para a Ocidental, recrudescem a Guerra Fria, revivida até 1969 e novamente interrompida com a reaproximação promovida por Nixon (EUA) e Brejnev (URSS) no início dos anos 1970. Esse período, conhecido como détente, é caracterizado por acordos bilaterais que buscam reduzir as tensões entre o leste, capitalista, e o oeste, socialista, após a crise dos mísseis de Cuba. A partir de 1981, o Presidente Reagan retoma uma política de enfrentamento e intimidação, numa estratégia de paz por meio da força, com ajuda ostensiva e secreta a guerrilhas e grupos de oposição a governos aprovados pelos soviéticos na África, Ásia e América Latina.

As crises do Leste Europeu

A imposição do socialismo no Leste Europeu – consequência da bipolarização
ocorrida após a Segunda Guerra Mundial –, que promoveu mudanças políticas e sociais, levou alguns países a questionar o modelo soviético, sobretudo porque foram duramente reprimidos pelo Pacto de Varsóvia.

Insurreição húngara

Em 1956, a Hungria foi o primeiro país a buscar a libertação, numa rebelião que
durou 12 dias (23 de outubro a 4 de novembro). A cúpula dirigente do Partido Comunista local incentivou a sociedade húngara a fazer severas críticas ao stalinismo e a se opor à ex-URSS, principalmente entre os trabalhadores, estudantes e esportistas, criando expectativas de que importantes reformas poderiam ocorrer no interior do sistema socialista.

Os húngaros lutavam por maiores liberdades individuais, pelos Direitos Humanos
e pela independência política do país, mas foram duramente oprimidos pelas tropas do Pacto de Varsóvia e pela própria polícia de Estado húngara, provocando milhares de mortes e exílios. O resultado, ao contrário do que era desejado pela população, foi a instauração de um governo pró-soviético ainda mais repressor e ditatorial.

Primavera de praga

Em 1968, na Tchecoslováquia, ocorreu uma grande manifestação popular, que
tinha como objetivo apoiar ideias de abertura política que visavam a um “socialismo com uma face humana”.

A cúpula do governo tcheco tentou implantar um sistema liberal, com autonomia
sindical e garantia de liberdades individuais. O movimento começou a promover
transformações internas e incentivou as críticas abertas à URSS. O movimento atingiu o resultado esperado, tanto que a censura foi abolida e os direitos civis começaram a ser restabelecidos.

Entretanto, temendo o clima de liberdade política que se iniciava no país, Leonid
Brejnev, então líder da URSS, ordenou a invasão de Praga pelas tropas do Pacto de
Varsóvia, reprimindo o movimento popular e colocando um fim à experiência
liberalizante da Primavera de Praga, com o massacre de dezenas de civis.
Polônia e o sindicato solidariedade

O movimento polonês é um pouco diferente dos dois anteriores, pois não foi
proposto a partir da elite dirigente do Partido Comunista do país. O movimento surgiu da base popular, com os trabalhadores, e não “de cima”, como nos casos húngaro e tcheco.

Em agosto de 1980, surgiu o sindicato independente Solidariedade, criado no
estaleiro de Gdansk, cidade polonesa às margens do Mar Báltico, sob a liderança do
metalúrgico Lech Walesa. Walesa era anticomunista e contava com a simpatia do
Vaticano, na figura do Papa João Paulo II, o também polonês Karol Wojtyla, dos EUA,
com apoio de Ronald Reagan e do Reino Unido, na pessoa da Dama de Ferro, Margareth Thatcher.

O movimento ganhou força rapidamente, o que obrigou o governo a legalizar o
sindicato. No entanto, sua influência se espalhou para outros segmentos trabalhistas e outros países socialistas, obrigando o governo polonês a tomar medidas para controlar a situação interna, ameaçando uma de intervenção das forças do Pacto de Varsóvia, o que nunca aconteceu.

Em 2009, quando ocorreu a comemoração dos 20 anos da queda do Muro de
Berlim, coube ao ex-presidente da Polônia e Prêmio Nobel da Paz, em 1983, Lech
Walesa, representante do país onde começou o desmoronamento da Guerra Fria, empurrar a primeira peça de um dominó gigante. Este continha cerca de mil peças e se estendia ao longo de 1,5 quilômetro pelo centro da capital alemã, simbolizando a revolução pacífica que culminou no fim da Cortina de Ferro e, em menos de um ano depois, na reunificação da Alemanha.

CRISE SOVIÉTICA E O FIM DA GUERRA FRIA

Desde a criação da URSS em 1922, o país possuía uma economia planificada,
orientada por planos quinquenais, na qual o Estado planejava e determinava o que,
quanto, onde e como produzir.

A partir da década de 1970, a economia soviética começou a estagnar e não
conseguia mais acompanhar as inovações técnico-científicas características da Terceira Revolução Industrial que ocorria no mundo capitalista.
A União Soviética possuía uma estrutura de poder muito centralizadora, com um
controle estatal excessivo, corrupção e falta de motivação para o trabalho, levando ao
encarecimento dos custos de produção. Além disso, a elevada burocracia, a estrutura do partido político único com privilégios para os altos dirigentes e a falta de democracia contribuíam para dificultar o desenvolvimento.

Assim, em meados dos anos 80 a situação econômica da URSS estava crítica, pois
o país, além de apresentar um PIB equivalente à metade do PIB dos Estados Unidos,
mantinha a manutenção dos elevados gastos militares, característicos da corrida
armamentista. Isso fez com que seu modelo de economia se tornasse insustentável.
Por isso, ao assumir o poder, em 1985, Mikhail Gorbatchev, primeiro dirigente
soviético que não havia participado da Revolução Russa ou da Segunda Guerra Mundial e que fez carreira dentro das universidades soviéticas, propôs reformas que visavam transformar o socialismo soviético por meio da reestruturação econômica, com a Perestroika (Reestruturação), e da abertura política, com a Glasnost (Transparência).

Apesar das boas intenções de Gorbatchev, as reformas implantadas levaram a
URSS a uma profunda crise. A eliminação dos subsídios às empresas estatais e a abertura aos produtos estrangeiros provocaram desemprego de milhares de pessoas, além da alta dos preços dos bens de consumo e do custo de vida para a população.
A aproximação com as economias ocidentais promovidas por Gorbatchev
praticamente conduziu ao fim da Guerra Fria e trouxe vários desdobramentos no bloco socialista, com a derrubada, de forma pacífica ou violenta, de ditaduras na Europa Oriental.

As repúblicas socialistas do Leste Europeu foram, gradativamente, abandonando
os regimes comunistas: Tchecoslováquia (1989), Hungria (1989), Romênia (1989),
Polônia (1990) e Bulgária (1990). Em 1º de janeiro de 1993, a Tchecoslováquia se dividiu
após uma série de protestos e reivindicações populares, mas sem conflito armado, e criou dois novos países, a República Tcheca e a Eslováquia.

Em agosto de 1991, na costa do Mar Báltico, a Estônia, a Letônia e a Lituânia foram as primeiras a se tornarem independentes da URSS com o processo, estendendo-se para o Cáucaso (Armênia, Geórgia e Azerbaijão) e, finalmente, para todas as repúblicas soviéticas.

O processo se encerra com a dissolução do Pacto de Varsóvia e da União Soviética
em 1991. As repúblicas que formavam a URSS, com exceção das bálticas, reuniram-se
posteriormente na Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Os estados do Leste Europeu seguiram no rastro do processo de independência e se desligaram do bloco soviético.

Na Bulgária, no final de 1989, o chefe comunista Todor Jikov é destituído do
poder por reformistas.

Já a Albânia foi o último país a iniciar as reformas liberalizantes. Ainda em 1991,
os comunistas venceram as primeiras eleições livres do país e, no ano seguinte, foi a vez do Partido Democrático, encerrando 46 anos de ditadura comunista stalinista.

Na Romênia, ocorreu a mais violenta das transformações. Em 1989, diante das
manifestações que exigiam democracia, o chefe do governo comunista Nicolae
Ceausescu determina que a polícia atire contra os manifestantes. O resultado é a prisão do casal Ceausescu, que teve um julgamento sumário seguido da execução por fuzilamento.

Na Iugoslávia, as transformações que envolveram todo o Leste Europeu propiciaram o afloramento de antigos conflitos históricos e étnicos, o que fragmentou o país em novas repúblicas, fragmentação esta que resultou em uma guerra civil, com
dezenas de milhares de mortos, e no agravamento da situação nos anos seguintes

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